Outra viagem... é o título da exposição que Luis Duarte apresenta no Auditório Augusto Cabrita, no Barreiro. Patente até 31 de Dezembro, Outra Viagem... oferece-nos um conjunto de imagens onde o retrato constitui o ponto alto do trabalho de Luis Duarte. São expressões e momentos onde estão presentes olhares fortes de intimidade (Bali 05) ou onde o lado humano do fotógrafo se conjuga com o momento e com os intervenientes (Udaipur 06). Luis Duarte é claramente um fotógrafo de pessoas, interagindo com elas e registando momentos que se exprimem em fracções de segundo.terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Outra viagem...
Outra viagem... é o título da exposição que Luis Duarte apresenta no Auditório Augusto Cabrita, no Barreiro. Patente até 31 de Dezembro, Outra Viagem... oferece-nos um conjunto de imagens onde o retrato constitui o ponto alto do trabalho de Luis Duarte. São expressões e momentos onde estão presentes olhares fortes de intimidade (Bali 05) ou onde o lado humano do fotógrafo se conjuga com o momento e com os intervenientes (Udaipur 06). Luis Duarte é claramente um fotógrafo de pessoas, interagindo com elas e registando momentos que se exprimem em fracções de segundo.sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Uma imagem, um autor - Vera Marmelo
Durante os últimos anos tenho insistido num tipo de fotografia. Querendo evoluir noutras direcções obrigo-me a ver imagens e a fotografar o que na maioria das vezes não me chamaria à atenção. Assumo finalmente a força que (certas) imagens urbanas podem ter. Os elementos urbanos que me são contemporâneos incomodavam-me, falo de automóveis, candeeiros, uma parede grafitada, agora admito que com cuidado tudo se pode encaixar numa fotografia. E nesta imagem sinto que, mesmo com os tais automóveis e candeeiros que inicialmente me distraíam, há ordem e silêncio. Os elementos que achava estranhos em fotografias ajudam-me agora a criar equilíbrio e a evitar que a fotografia seja demasiado asséptica, tornando-a real. O espaço livre de estrada, a curva na saída dá-me a sensação de ordem. O silêncio surge devido à ausência de movimento e à quase inexistência de presença humana.
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Cores das Nossas Memórias

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
450
A Universidade de Évora celebra 450 anos de história no ensino em Portugal. Para assinalar esta ocasião, a Kameraphoto, a convite da reitoria da UE, desenvolveu um amplo projecto de fotografia e vídeo. Ao longo de um ano, seguiu de perto as actividades da universidade no seu espaço próprio. Acompanhou docentes, funcionários e alunos no seu trabalho, nas suas rotinas diárias, no ambiente e na comunidade em que se integram. O resultado do projecto 450, a apresentar a partir de 1 de Novembro no Palácio da Inquisição, terá várias vertentes, desde logo a inauguração de uma exposição, composta por 114 imagens e a projecção do filme A Rede, da autoria de Rui Xavier, membro do colectivo, com duração de 16 minutos.Texto Kamaraphoto
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Paisagens Domésticas
Bert Teunissen nasceu na Holanda em 1959, tendo iniciado a sua carreira de fotógrafo em 1984, em Amsterdão, como assistente de Brian Morris. Em 1987 torna-se independente realizando sobretudo trabalhos de publicidade para diversas agências e revistas. Será a partir de 1996 que dirige o seu percurso para uma carreira autoral. Nesse mesmo ano realiza a série intitulada Listen to your eyes que é apresentada no festival de Naarden e mais tarde publicada em livro. Seguem-se outros trabalhos em que se destaca “Me and My Christmas Tree” que teve um trajecto itinerante nos Estados Unidos. Mais recentemente tem vindo a desenvolver o projecto Domestic Landscapes cujas imagens relativas a Portugal foram pela primeira vez apresentadas no Museu da Imagem. Neste projecto Teunissen percorre o interior do país, conseguindo uma relação de forte cumplicidade com alguns habitantes, o que lhe permite invadir a sua intimidade e aí fotografá-los, de forma natural. Este trabalho representa também um convite ao observador para se deleitar com a riqueza dos cenários e objectos aí representados. Utilizando apenas a luminosidade disponível obtém imagens de grande rigor estético e, simultaneamente, a simplicidade de cada ambiente revela-nos um mundo cada vez mais em extinção. Este fantástico conjunto de imagens apresenta-nos um retrato antropológico de imensa riqueza iconográfica e social. Cada composição é cuidadosamente estudada e a espera da luz certa, torna cada fotografia num palco cheio de dramatismo e nobreza.Rui Prata, Director do Museu da Imagem de Braga / Texto cedido pela Kgaleria
Até 31 de Outubro, na Kgaleria, Rua da Vinha 43 A, em Lisboa
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Jam Session

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009
Todos - caminhada de culturas
Durante mais alguns dias, até dia 23, pode ainda ver no Arquivo Fotográfico de Lisboa, Todos – caminhada de culturas, um projecto social e cultural que originou um registo fotográfico deveras interessante. A organização convidou Georges Dussaud para um atelier fotográfico com o formato de residência artística, ao qual se juntaram posteriormente Luis Pavão, Luisa Ferreira, Camilla Watson e Carlos Morganho. O resultado pode ser visto não apenas no Arquivo Fotográfico, mas também em algumas fachadas do Martim Moniz, conferindo uma beleza muito especial àquele espaço.domingo, 11 de Outubro de 2009
Um novo blog de fotografia
Está em movimentodeexpressaofotografica.wordpress.com/ e é o blog de fotografia do MEF – Movimento de Expressão Fotográfica. Apostamos que será um blog de referência sob o ponto de vista qualitativo, ou já não tivesse o MEF dado provas de procurar mostrar-nos uma fotografia com qualidade, longe dos clichés que são tão comuns.quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Adegas - um olhar diferente

Se tiver alguns momentos livres e estiver na zona de Palmela pode, até sábado dia 19, visitar a exposição Adegas – um olhar diferente, presente na galeria da Biblioteca Municipal e da autoria dos fotógrafos Ana Carmo, José Carlos Nero, Mário Nogueira e Mónica Martins, do colectivo Projecto f4. www.projectof4.com/
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Interacções: para lá das fronteiras
A OrchestrUtopica dedica a programação da próxima temporada à ideia de interacção. Sem dúvida uma das grandes tendências das artes e da música contemporâneas, a interacção é hoje potenciada pela emergência das plataformas digitais: cruzamentos e ligações mais puras ou mais impuras, experiências de contaminação, de explosão de limites e de fronteiras entre artes, revelação de correspondências, de interpenetrações de linguagens e de artes. Experiências que correspondem, afinal, a interrogações sobre o futuro. Transfronteiras é uma proposta de concerto visual em que a OrchestrUtopica continua a questionar as limitações do formato dominante da recepção musical (o concerto) e a explorar novas possibilidades. A famosa ideia das correspondências de Baudelaire enunciada no século XIX não é estranha aos conceitos de convergência e integração que a história das artes desde aí não cessou de revelar – com epifenómenos historicamente conhecidos (Wagner, Cocteau, entre outros). As artes visuais neste campo têm revelado uma grande agilidade e, por isso, este concerto propõe esse encontro: entre a obra e o mundo imagético do artista Luís Campos e a música contemporânea, num acontecimento único.
segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
O sentir das imagens
sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Uma imagem, um autor - João Paulo Barrinha

Esta imagem pertence a uma série que está ainda no início. Com ela, pretendo pegar em referências de imagens tipo postal ilustrado (neste caso, a casinha bonitinha com janelinha típica) e desconstruí-las. Resolvi chamar a esta série colecção de anti-postais ilustrados, precisamente porque, além das referências à imagem tipo postal, pretendo que a série se venha a desenvolver ao sabor da vida, como uma verdadeira colecção de imagens que me vão surgindo, quais objectos encontrados ao acaso.
A história desta imagem:- há algum tempo que o contraste entre o ar abandonado e ao mesmo tempo arranjadinho desta casa, me estava a chamar a atenção. Há aqui um jogo de elementos contraditórios que há muito exploro em trabalhos meus, daí o meu interesse. Até que, certa vez, a resolvi fotografar ainda sem ter uma ideia completamente formada acerca do sentido que pretendia dar às imagens... Esse mesmo sentido surgiu-me só depois, com uma outra imagem que me reportou ao famoso cliché das silhuetas ao pôr-do-sol, imagem essa que passou a ser a primeira da minha "colecção". Pouco tempo depois dessas primeiras fotografias, um grafiteiro (ao qual deixo aqui o meu agradecimento) compreendendo brilhantemente o que aquela parede lhe "pedia", resolveu inscrever-lhe o seu estado-de-alma, acabando assim, por me proporcionar uma parte importante da matéria-prima para realizar esta segunda série de imagens... Finalmente, e no caso desta imagem em particular, quando estava a fotografar apareceu um casal de turistas que me ajudou a criar o moment décisif.
segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
Mercados com Rosto

Designa-se de mercados com rosto a exposição de Nicolau Wallenstein, presente no Centro Municipal de Cultura, em Ponta Delgada. É uma exposição interessante nas suas intenções e em alguns apontamentos, mas com alguns desequilibrios, demonstrativos de um percurso que o autor está percorrer superando a algumas fragilidades técnicas e estéticas.
sábado, 15 de Agosto de 2009
World Press Photo em Ponta Delgada
sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
ShareMag
Na fotografia, como em tudo, há momentos de desânimo e cansaço temperados com esperança e com alegrias. Por isso, todas as iniciativas de qualidade merecem ser divulgadas, acarinhadas e apoiadas. Em Portugal o panorama editorial da fotografia não é famoso, faltando debate e boas imagens, esteticamente inovadoras e que tragam algo de novo em termos de projectos e de olhares. Por isso é agradável folhear (no computador) a ShareMag, uma revista que trás bons artigos, textos que nos fazem pensar, que questionam e estou a lembrar-me de alguns de José Carlos Marques ou de Maria do Carmo Serém, que possui bons portfólios com imagens irreverentes e jovens, que concede um largo campo à experimentação, sem medos de errar, e que, para além de tudo isto não cria barreiras estanques à forma de expressão, podendo surgir um artigo relacionado com o design logo a seguir a um artigo sobre fotografia ou, de repente, nos podermos deparar com um bloco de cinema, de culinária ou de literatura. Isto permite-nos fugir às intermináveis novidades técnicas ou às imagens dos leitores, opções editoriais válidas e com o seu público, mas que normalmente escondem receitas repetidas até à exaustão que já não servem um patamar de público mais erudito e exigente. Não posso terminar, sem destacar na ShareMag nº 1 os portfólios de Olívia da Silva e Rui Pinheiro, exemplo de tudo o que escrevi antes – olhares modernos, desempoeirados e que transbordam uma alegria própria de quem ama a fotografia. Por isso a ShareMag é uma ode à liberdade de pensamento e de criação.
sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Arles 2009


segunda-feira, 27 de Julho de 2009
Reading Point
Catarina Cabral expõe na Livraria Trama, em Lisboa, Reading Point. Este é um caso e que a justificação do press release não chega para suportar a exposição, e é pena, porque já temos visto excelentes trabalhos de Catarina Cabral, autora não só ligada á fotografia, mas também ao cinema e ao documentário. Aliás, o seu olhar é bastante influenciado por estas áreas, o que resulta numa mais valia estética presente nos seus trabalhos.sábado, 25 de Julho de 2009
Estranhos

terça-feira, 21 de Julho de 2009
Paisagens do Vento

Quem disse que as imagens são apenas para serem vistas? E porque não sentidas ou tocadas? No seguimento do projecto Imagine Conceptuale, que, desde 2003, o MEF – Movimento de Expressão Fotográfica tem vindo a desenvolver com alunos portadores de deficiências visuais extremas, surge agora no Palácio de Santa Catarina, em Lisboa, mesmo junto ao miradouro com o mesmo nome, Paisagens do Vento, um conjunto de imagens que não são para ver, mas antes para sentir.
sábado, 18 de Julho de 2009
Fotografia etnográfica - o ser humano: o indivíduo e o grupo


Fotografar pessoas é um grande desafio e ainda maior se torna, se às imagens tivermos de juntar a sua componente etnográfica.
Retratar os ambientes rurais, as gentes e seus costumes, já não é fácil de se encontrar nos dias de hoje, o que transformou este workshop do MEF- Movimento de Expressão Fotográfica, num momento único a não perder, durante dois dias na aldeia da Erra, em Coruche.
Numa recolha deste tipo, a componente sociológica que estuda o comportamento humano e as formas de comunicação em função do meio e os processos que interligam o indivíduo em associações, grupos e instituições, teve de se apoiar no conhecimento dos mais velhos, que ajudaram bastante na montagem dos “cenários” que nos transpostaram para tempos que as suas memórias teimam em manter vivas.
O Rancho Folclórico da Erra, com uma disponibilidade total, reviveu e permitiu-nos fotografar o Homem como ser biológico, social e cultural. Sendo cada uma destas dimensões por si só muito ampla, o conhecimento antropológico teve de ser organizado em áreas que indicaram uma escolha prévia de certos aspectos a serem privilegiados, como a “Antropologia Social e Cultural”, onde as interacções entre os indíviduos e os grupos deram origem a “cenários” como a taberna, a mercearia e a igreja, entre outros. Com trajes e posturas a rigor, os “cenários” foram-se desenvolvendo numa miríade de imagens cuja escolha do momento certo quase passava despercebida pela opção dos enquadramentos com o objectivo de criar harmonia no conjunto.
Neste contexto, nasceu o conceito “o ser humano: o indivíduo e o grupo”. Esse indivíduo que se percebe no mundo, embora não de maneira clara e objectiva, começa assim a interagir e a interferir com o mundo que o rodeia. Neste sentido, podemos perguntar o que mais pode ser mencionado como elemento caracterizador do ser humano? Partindo da afirmação aristotélica de que o Homem é um ser político, podemos perpassar os diversos momentos da história do pensamento e verificaremos a constância de tal afirmação. O Homem é um ser social, vive e constrói o grupo para sobreviver. Entretanto isso não é tudo e nem é absolutamente verdadeira a afirmação da essencial sociabilidade do Homem. É verdade que se humaniza no grupo, mas, podemos dizer também que prefere o isolamento, algo que aparece reflectido na série fotográfica que apresento.
O MEF, mais uma vez, está na linha da frente na dinamização de workshops que agregam aspectos sociais/culturais às fotografias, o que as transformam em documentos vivos da nossa História, para além de pedagogicamente serem bastante úteis a quem quer aprender a executar correctamente este tipo de imagens.
Paulo JR Simões
terça-feira, 14 de Julho de 2009
O trabalho incorporado na criação artística como factor de valor
Castro Guedes, encenador
Publicado na revista “mealibra” nº 23, 3ª série, 2009
sexta-feira, 10 de Julho de 2009
O fundamentalismo
quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Uma imagem, um autor - Inês Querido
A fotografia permite-nos regressar aos lugares de onde viemos, para não nos esquecermos de quem somos. É uma forma de resistência ao tempo e ao vazio do esquecimento. O tempo torna-se uma sucessão de imagens que podemos guardar, eternizar ou simplesmente desperdiçar. Quando fixamos a imagem do instante, breve, efémero, garantimos a possibilidade de o revisitar com olhares diferentes que variam consoante o momento em que o fazemos.segunda-feira, 6 de Julho de 2009
World Press Photo

Até 19 de Julho, no Museu da Electricidade, em Lisboa pode visitar a exposição da World Press Photo e verá que vale a pena. Confesso que não era um fã da Word Press Photo, no entanto, este ano fiquei rendido à exposição, e isso aconteceu porque ela mudou, para melhor, sublinhe-se. Em primeiro lugar este ano destaca-se a importância de cada imagem, havendo menos painéis com várias imagens em detrimento de painéis com uma só imagem. Em segundo lugar a leitura das imagens ganhou, já que o texto que as identifica é legível a uma distância que permite visualizar correctamente a imagem, evitando a dança de apreoximar para ler o texto e afastar para ler a imagem. Em terceiro lugar, e talvez o mais importante, a exposição da World Press Photo entrou em caminhos estéticos muito mais contemporâneos. A certa altura não distinguimos se estamos a ver imagens de jornalismo ou se estamos numa qualquer galeria. E isso é bom, porque a fotografia apresentada acentuou os caminhos de modernidade que nos últimos anos experimentou, mostrou olhares novos e conquistou um novo patamar de qualidade. Juntemos ainda uma outra alteração, eventualmente decorrente da estética, que é o facto de cada vez mais haver lugar para o suscitar de questões por quem vê estas imagens, para cada um descodificar as imagens apresentadas, seja pela linguagem estética, seja pelo momento, seja pela composição, já não indiscutivelmente subordinadas ao momento, mas rivalizando de importância com este. Em alternativa à passividade, propõe-se agora uma relação dinâmica com dois sentidos entre a fotografia e o público. Também é verdade que deveríamos olhar com atenção para aquelas imagens. Não vemos daquilo nas páginas dos jornais portugueses, talvez porque os fotógrafos nacionais visitam pouco as exposições, talvez porque os fotógrafos correm de uma conferência de imprensa para um incêndio, já a pensar na entrevista que vão fazer a seguir, num roteiro que contraria as leis da fisica que dizem ser impossível estar em dois locais diferentes à mesma hora, talvez porque os jornais cada vez mais desvalorizam mais a profissão, recorrendo a mão de obra gratuíta e altamente rotativa, talvez porque precisamos de editores cultos que vejam exposições, e ainda um sem número de outras razões, se calhar não menos importantes.
quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Dias úteis

Dias Úteis, de Catarina Botelho, está patente em Lisboa, na Rua da Anchieta, na antiga sede da Editora Bertrand. É uma exposição que espelha o prazer de fotografar, um prazer descomprometido, sem encenações, solto no olhar, longe de formalismos estéticos, sem no entando deixar de se perceber uma educação do olhar que marca todas as imagens. É essa educação do olhar que nos evoca o cinema ou a pintura (mesa da cozinha – 2009), num misto de sensações que o espaço, despido e degradado acentua.
domingo, 21 de Junho de 2009
S. Tomé: Máscaras e Mitos

Há algo de perturbador em S. Tomé: Máscaras e Mitos, de Inês Gonçalves, apresentada na galeria Pente 10, até 31 de Julho próximo. Na realidade, fiquei preso ao formalismo provocatório de algumas imagens, assentes na pose para o fotógrafo e no cenário ingénuo, juntos com uma execução técnica irrepreensível e uma boa impressão. Por outro lado, esse mesmo formalismo é fruto de uma paixão pelo projecto e de um envolvimento da fotógrafa com os actores e com os espaços, que se traduz em fotografias muito vividas e muito pessoais, que ultrapassam os retratados, que estão a teatralizar a atitude perante a câmara, para passarmos a visualizar o retrato da própria fotógrafa e o seu estado de alma. O resultado é talvez o trabalho mais bem conseguido de Inês Gonçalves, ressaltando dali uma maturidade estética já longe de Cabo Verde (1999), Odiana (1998) ou Língua Franca (1996). Mais do que por qualquer inovação técnica, essa maturidade é fruto e consequência do rigor técnico, veja-se a iluminação e a impressão de algumas imagens, e do prazer que transborda de algumas fotografias, expresso naqueles magníficos cenários de (todas) as fotografias.sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Sensation
Se não está muito ocupado neste sábado dê um salto à Kgaleria e veja a exposição de Guillaume Pazat, Sensation, na sua primeira estreia individual. Com este autor a Kgaleria continua a mostrar uma fotografia contemporânea de qualidade, jovem e irreverente. Que mais poderíamos pedir a uma galeria?Uma imagem, um autor - Madalena Lucas
Fiz esta imagem em Nova Iorque. Vagueando em East Village pelos pormenores do bairro que se encaixam em paisagens urbanas e se desfazem em quadros mentais, em interpretacões e curiosidades. Resquícios nas paredes de sonhos escritos, resquícios nas esquinas de encontros, de todas as formas de viver, num espaço único. Lembra-me que cada pessoa se pode encaixar nesta forma de bairro. Tenho presente as cores, as línguas que se ouvem, o consolo na violência de se estar perante uma grande cidade. Paro, sexta-feira, 12 de Junho de 2009
Pinocchio
Pinocchio, de Jorge Molder, apresentado na Galeria Chiado Espaço 8 (Fidelidade Mundial) é, ao mesmo tempo, uma exposição perturbante, intrigante e excelente. Numa sala que encanta, onde predomina o branco e a pedra, as imagens parecem observar o visitante que ali entra, como se de um intruso se tratasse num espaço que é delas por natureza. São imagens que nos transmitem tristeza e interrogação e, simultaneamente, distância. O artista, partindo de máscaras e moldes da sua cabeça e mãos, cria momentos únicos no tempo como se de expressões reais se tratasse. Como se a imagem de algo parado no tempo dependesse da fracção de segundo invocada pelo obturador da máquina. Os olhos fitam-nos em intrigantes estados de alma que nos tocam. Em termos da relação do objecto com o público, este é um trabalho que vai muito mais longe nessa interacção do que outros anteriores, veja-se por exemplo Luxuri Bound, onde reúne o essencial da sua obra fotográfica, incluindo os trabalhos da série Nox apresentados na 48ª Bienal de Veneza, em 1999.segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Joshua Benoliel na PhotoEspaña

Está aí mais uma edição da PhotoEspaña, uma afirmação plena do panorama cultural espanhol no domínio da imagem. O programa temático da PhotoEspaña 2009 centra-se na ideia do Quotidiano, momento que no remete para a diversidade da vida de cada um de nós, para os instantes, pessoas, lugares e objectos com que nos relacionamos diariamente. Mas o tema leva-nos também a reflectir sobre as tendências recentes da imagem contemporânea, assim como de toda a estrutura cultural inerente aos nossos actos, contruindo histórias que, como afirma o texto de apoio a esta mostra, se distanciam das narrações extraordinárias, heróicas e espectaculares e que previligiam a espontanedade e a subjectividade. Este magnifíco conjunto de exposições, colóquios e workshops, comissariados por Sérgio Mah, pode ser seguido em www.phedigital.com/
sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Uma imagem, um autor - Sara Santos
A ideia inicial foi envolver a modelo num tecido preto de forma a fundir-se com o fundo, também preto. A harmonia das linhas do corpo justificaram um outro olhar que, utilizando fitas pretas, mostram partes do corpo mas que deixam antever algo de desconhecido, um corpo que simultaneamente se mostra e se esconde, se assume destacando-se pela luz, mas que se esconde por estar de costas e pela fusão das fitas pretas, com o fundo também negro. A luz teve de ser suave e lateral, para dar um ar natural e fazer com que as fitas se misturem com o fundo.quarta-feira, 3 de Junho de 2009
BES Revelação
Do hotel às hortas

Uma horta no meio da cidade? Porque não? Pode parecer estranho, quando apenas condescendemos num modesto jardim no meio da imensa floresta de prédios. Mas a verdade é que continua a fazer todo o sentido uma horta no meio da cidade, já que constitui um meio de preservação do solo enquanto elemento vivo, é fonte de rendimento, é uma forma de ocupação dos tempos livres, é um espaço de sociabilidade criando laços de vizinhança e de entreajuda e é, ao mesmo tempo, uma forma de humanização do tecido urbano.
terça-feira, 2 de Junho de 2009
Blographo

Chama-se Blographo e é um novo blogue, colectivo, dos fotojornalistas do jornal Público, criado com a intenção de mostrar as melhores imagens feitas ao serviço do jornal, de uma forma criativa e eficaz na comunicação. Este blogue pode ser acompanhado em blogs.publico.pt/blographo/, tendo o Público como fotojornalistas Adriano Miranda, Nuno Ferreira Santos, Rui Gaudêncio, Enric Vives-Rubio, Manuel Roberto, Paulo Pimenta, Daniel Rocha, Paulo Ricca, Miguel Madeira, Pedro Cunha e Nélson Garrido.
segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Barreiro

Foi inaugurada no passado sábado, no Auditório Augusto Cabrita, no Barreiro, a exposição do projecto “Olhar o Barreiro ... de outro modo”. Ali se pode ver um conjunto de olhares contemporâneos, de diferentes fotógrafos, marcados por uma visão de autor, onde se pretende transmitir ideias e sentimentos usando a fotografia como ferramenta. Ali se pode encontrar um conjunto de fotógrafos que, a trilharem um caminho de constante e continuada pesquisa estética, podem vir a desenvolver um percurso artístico bastante interessante. O grupo enquanto colectivo encara a execução de outros projectos em colaboração com a Câmara local, nomeadamente na área do património industrial e ferroviário, o que só por si é significativo e demonstra que valeu a pena todo o esforço de formação, de execução e de apresentação pública deste projecto.
sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Uma imagem, um autor - Paulo JR Simões
Uma boa imagem fruto do acaso, é uma sorte.terça-feira, 26 de Maio de 2009
Olhar o Barreiro ... de outro modo

O projecto “Olhar o Barreiro ... de outro modo” nasceu de um conjunto de workshops promovidos pela Câmara Municipal do Barreiro com o apoio técnico da APAF – Associação Portuguesa de Arte Fotográfica. Não se tratou de produzir apenas uma exposição com imagens aleatórias, mas antes de dar formação e, a partir desta, criar um conceito que possibilitasse a emergência de um conjunto de olhares sobre o Barreiro, coerentes esteticamente, conscientes na abordagem e na forma.
Definido o conceito inerente ao que cada um sente pelo espaço e pelo movimento que todos os dias dá uma vida nova á cidade, foi altura de partir para o terreno e traduzir as ideias em fotografia. Não se pretendeu fazer imagens bonitas do tipo “postal ilustrado”, mas antes traduzir sentimentos e ambientes tão irrepetíveis e pessoais quanto passageiros no tempo. Neste sentido, a presente mostra assentou sobre a relação da cidade com o rio, na presença estruturante do caminho de ferro, no ambiente fabril, mas também no multiculturalismo, nas ambiências dos bairros de tradição operária, do comércio tradicional ou das profissões em vias de extinção.
É um trabalho que nasceu. Por isso é um trabalho inacabado, apenas e só o início de um longo caminho, sob o ponto de vista artístico. É também um trabalho que emergiu de um conjunto de vontades, de vontades de fazer mais e melhor fotografia, planeada, pensada, de que se espera ver frutos num futuro, quiçá em revistas, em jornais ou numa parede de uma galeria. Os autores deram mostras de iniciarem este caminho ao discutirem as imagens, ao repetirem os mesmos ângulos ou outros novos, até obterem a imagem e o sentimento que pretendiam. Estão também de parabéns porque, sabendo que estavam a iniciar um novo caminho, se predisposeram a trabalhar sem limites. Por isso estão de parabéns, como o está a Câmara Municipal do Barreiro, ao apoiar esta iniciativa, da qual se espera, saía um grupo de trabalho dedicado à fotografia, enquanto projecto pensado e sólido. A exposição dos trabalhos inaugura sábado, dia 30, no auditório Augusto Cabrita, no Parque da Cidade.
segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Batalha de Sombras

Está patente, até 14 de Junho, no Museu do Neorealismo, em Vila Franca de Xira, a exposição Batalha de Sombras. Esta é, em primeiro lugar, uma exposição pedagógica, essencial a todos quantos querem fazer fotografia para além da vulgar imagem de consumo rápido. É uma exposição que nos leva a reflectir sobre um momento da fotografia portuguesa com uma multiplicidade de caminhos estéticos então vividos.
Batalha de Sombras começa pelo salonismo, com a sua herança naturalista, onde marcam presença os foto-clubes, também eles uma herança do final do século XIX. A paisagem, tema recorrente neste género, segue uma tendência oitocentista com os seus apelos a uma luz melancólica, a paisagens simultaneamente poéticas e ingénuas e a céus dramáticos, que António Paixão tão bem soube interpretar (roupa a secar, década de 50), mas que também encontrou seguidores em João Martins, Varela Pé Curto ou Adelino Lyon de Castro. A par do salonismo podemos também olhar para as opções surrealistas da época, com a sua subversão dos valores culturais vigentes, autónomas dos circuitos fotográficos então predominantes, enveredando por uma linguagem abstracta, onde se nota a influência de trabalhos de Man Ray, muito mais recuados no tempo, prova de um certo atraso estético com que essas imagens se reflectiam na fotografia portuguesa. Também por ali se pode ver a força do movimento realista e da sua importância político-ideológica em imagens marcantes de sentimento e atentas às condições de vida das classes mais desfavorecidas e onde ressaltam nomes como Adelino Lyon de Castro, Franklin Figueiredo ou Varela Pé Curto (viúva da Nazaré). A exposição termina com a fotografia humanista, um outro caminho que a fotografia portuguesa da época experimentou, ainda que apenas devidamente reconhecido muitos anos mais tarde, através da Galeria Ether e dos Encontros de Fotografia de Coimbra, onde marcam presença Vítor Palla, Costa Martins, Gérard Castello Lopes, Carlos Afonso Dias, Sena da Silva ou Carlos Calvet. Louvável esta visão ampla que preside à exposição, onde está presente uma multiplicidade estética, por vezes reflectindo conflitos, num país, apesar de tudo, fechado e dotado de uma cultura fotográfica pouco dada ao debate.
A exposição, comissariada por Emília Tavares, é apoiada de um bom catálogo, bem organizada sob o ponto de vista arquitectónico e fotográfico, neste caso, organizada em grandes blocos, com autores e imagens bem seleccionados sob o ponto de vista exemplificativo de cada uma das orientações estéticas. Com um ritmo de montagem interessante e dotada de textos explicativos claros e objectivos, falha apenas no enquadramento do salonismo na política cultural do Estado Novo, por onde passa de forma mais superficial. É certo que no catálogo, com textos de excelente qualidade, este período é dissecado de forma exaustiva e também é verdade que não se pede o mesmo na exposição, mas a informação poderia ser um pouco mais completa neste período, especialmente para quem não adquira o catálogo. A exposição é ainda apoiada por um interessante apoio documental de livros e revistas, que ajudam a compreender o meio fotográfico da época. Refira-se que estas imagens, que integram a Colecção de Fotografia do Museu Nacional de Arte Comtemporânea – Museu do Chiado, foi iniciada em 1999, com a doação das obras fotográficas de Fernando Lemos, um dos nomes do surrealimo da fotografia portuguesa, doação essa feita pela A. T. Kearney, Portugal.
Por último uma palavra para o Museu do Neorealismo e para o seu serviço educativo que, com base num peddy paper conseguiu pôr crianças e adultos a olhar para as fotografias à procura de um nome ou de um pedaço de uma imagem. É um contributo para uma relação estreita entre o público e a imagem fotográfica, é uma forma de valorizar a fotografia e é também uma das formas com que se pode ensinar a olhar para a Fotografia.
quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Uma questão de cultura
Vivemos hoje num mundo extremamente competitivo onde a qualificação profissional, a educação e a cultura são investimentos fundamentais. Os portugueses só terão melhores salários e poderão fazer com que o seu nível de vida se aproxime dos padrões europeus se cada um, em conjunto com os poderes públicos, olharem para a cultura como um investimento de médio prazo. Um trabalhador com formação académica e cultural será sempre um trabalhador mais produtivo e mais bem remunerado que outro que não a possua. Por outro lado, há que exigir do Estado políticas culturais com continuidade e vividas pela sociedade civil, políticas essas que devem constituir a emergência de uma articulação entre os vários serviços estatais. Por isso apoio o “magalhães”, por isso entendo “as novas oportunidades” como louváveis, mesmo com todas as limitações que lhe são inerentes. Para que exista consumo cultural há que criar condições. Há que pensar cada vez mais na profissionalização das actividades culturais, com todas as consequências económicas que daí advêm, ainda para mais tendo em conta que são as iniciativas de carácter pontual que, pela sua frequência e dimensão, permitem a invisivel formação de técnicos e programadores culturais. Não nos esqueçamos de que a cultura é vista por muitos países como uma opção estratégica onde a política externa no plano cultural tem um valor económico e político de relevo. Exemplo disso foi a predominância da lingua francesa em determinado momento histórico, e da lingua inglesa, hoje.
Tudo isto a propóstito de cultura e... naturalmente, de fotografia, um sector onde cada vez mais são atropelados os mais elementares direitos de autor, incluindo por entidades ligadas ao Estado, uma área ignorada quando se fala da extensão do período de vigência dos direitos de autor dos artistas, uma actividade onde o ensino artístico corre ao sabor das boas vontades, onde os departamentos estatais a ela ligados afogam os projectos em burocracia, quando não há muito que se demitiram de estimular o aparecimento de novos valores ou têm um percurso de iniciativas errático e incoerente. Afinal, uma questão de cultura.
segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Grátis - máquina fotográfica + formação
terça-feira, 28 de Abril de 2009
Centenário da República

A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, a Direcção-Geral de Arquivos e o Centro Português de Fotografia vão assinar um protocolo de colaboração com o objectivo de preparar e organizar o que será uma das principais iniciativas do programa de Comemorações do Centenário da República. Através do protocolo a assinar dia 29, o Centro Português de Fotografia cederá à Comissão Nacional parte da sua área expositiva na ex-Cadeia da Relação para a instalação da Exposição do Centenário da República.
sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Arquivo Universal

Ir Ir ver a exposição Arquivo Universal, presente no Museu Berardo, em Lisboa, é fazer uma visita à História da Fotografia nos seus 170 anos de existência. Ali se pode encontrar uma multiplicidade de discursos artísticos reflexo de movimentos estéticos, de atitudes culturais ou de estádios sócio-políticos. É, na realidade, uma extraordinária exposição, complexa na apresentação e simultaneamente uma excelente lição de fotografia.
quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Pente 10

A galeria Pente 10 celebra o seu primeiro ano de existência no próximo dia 29 de Abril. Um ano de actividade onde ressalta a preocupação em expor projectos com qualidade e mostrar bem os trabalhos. O resultado traduz-se também na afirmação desta galeria, não apenas internamente, mas também no mercado internacional. Recorde-se que a Pente 10 foi admitida na próxima edição da Paris Photo, um dos mais importantes eventos fotográficos que, assinale-se, está agendado entre 19 e 22 de Novembro no Carrocel du Louvre, tendo como mote a fotografia árabe e iraniana. Quanto à Pente 10 lembramos-lhe que fica na Travessa da Fábrica dos Pentes nº 10, às Amoreiras, em Lisboa, estando aberta de terça a sábado, das 15 às 20 horas. Presentemente tem patente a exposição The Prison Within, de Alexandr Glyadyelov.
domingo, 19 de Abril de 2009
Imagens Imaginárias

Certa vez, numa das minhas explorações fotográficas, fui surpreendido por um homem simples, que considerei fotogénico. Perante a minha pergunta se lhe podia tirar uma fotografia, respondeu-me "Ó amigo! Esteja à vontade! Eu entendo a fotografia!... A fotografia é quando uma pessoa vê uma imagem real e essa imagem lhe chama a atenção para fazer outra imagem...". Nunca mais esqueci aquela frase. Um homem simples revelou-me em poucas palavras a essência da fotografia. Uma imagem produzida a partir de uma imagem real. Brilhante! Nunca soube o nome de tal filósofo, de modo que não o poderei incluir neste texto. Mas aquela frase não me largou mais...
40 anos depois

Passados quarenta anos após a crise académica de 1969, em Coimbra, a secção de fotografia da Associação Académica de Coimbra evocou essa época, salientando a importância que a secção de fotografia então teve. Tudo começou quando, numa assembleia, Alberto Martins interpelou o então presidente da República, Américo Tomás, no sentido de usar da palavra para reivindicar a liberdade de associação, a democratização do ensino e a representação dos estudantes nos órgãos da Universidade. A repressão que se seguiu desencadeou um vasto protesto, no qual se incluiu o boicote às aulas e aos exames. Foi a Associação Académica, através das suas múltiplas actividades culturais, onde se incluía a secção de fotografia, que manteve os estudantes mobilizados para a luta política, numa cidade onde milhares de estudantes estavam sem aulas. O teatro, a música, a poesia, a fotografia ou o cinema, entre outras actividades, contribuíram e muito para a força que este momento de viragem teve na vida académica e cívica do país.
sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Periferias

Designa-se de Periferias o novo projecto do MEF - Movimento de Expressão Fotográfica, organizado conjuntamente com a Câmara Municipal de Lisboa. Com ele pretende-se reflectir sobre o percurso que vai de uma ideia/conceito até à altura de expor, passando por fases de maior entusiasmo, de hesitações e até de desilusões. Junta-se ainda a oportunidade de acompanhar a exposição de um catálogo que, de uma maneira crítica, enquadra as imagens e as regista para o futuro, sendo que os trabalhos a apresentar constituem uma opção de cada autor, seleccionados pelo valor do conjunto, pela coerência estética e pela incidência no tema proposto. Mais informações sobre o regulamento podem ser vistas em www.periferias.mef.pt/ficheiros/regulamento.htm . A abordagem e reflexão inicial sobre o tema será incentivada através de um colóquio/debate a realizar em Junho com a participação de personalidades das áreas da imagem, ciências humanas e intervenção social.
quinta-feira, 9 de Abril de 2009
Edgar Martins vence o prémio BES Photo

Edgar Martins foi o vencedor do prémio BES Photo, um dos mais importantes prémios de arte contemporânea em Portugal. O júri foi constituído pelos curadores Paul Wombell e Agnès Sire e ainda pela artista plástica Helena Almeida que, recorde-se, foi a vencedora da primeira edição do BES Photo. Segundo o júri, a escolha de Edgar Martins como vencedor resulta da "coerência e da consistência do trabalho desenvolvido pelo artista, critérios patentes na forma como seleccionou e apresentou as obras em exposição". da mesma forma, o júri valorizou "o diálogo estabelecido entre as séries de obras escolhidas, bem como a percepção e o aproveitamento do espaço expositivo na instalação das fotografias", demonstrando com isso que uma exposição é um todo, bem mais do que as obras expostas, que envolve espaço, iluminação, disposição e ritmo das obras, entre outros aspectos.
quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Movimento de Expressão Fotográfica


Fiquei agradavelmente surpreendido quando, há dias, estava a ver alguns trabalhos dos alunos do MEF - Movimento de Expressão Fotográfica. Eram trabalhos referentes a um workshop de fotografia de nú, estéticamente muito diferentes do que por aí se ensina em workshops de nú, onde o que se busca é a espectacularidade dos corpos, do nú pelo nú. Aqui há um trabalho de educação visual, de pesquisa estética e de produção deveras interessante.
segunda-feira, 6 de Abril de 2009
1ª Maratona Fotográfica FNAC Chiado
sexta-feira, 3 de Abril de 2009
Fotografia no Barreiro

Não podíamos deixar de destacar neste blog, assumidamente um espaço de opinião sem deixar de ser também informativo, a existência de um projecto fotográfico significativo, não apenas pelo que representa em termos de divulgação da fotografia mas, especialmente, pela forma como está a decorrer e de como se espera envolver a comunidade fotográfica da cidade do Barreiro.
Emergentes 09

A organização dos Encontros da Imagem, que decorrem em Braga de 2 a 31 de Maio, convidou vários curadores, directores de museus e galeristas estrangeiros, a fim de conhecerem o trabalho de alguns fotógrafos portugueses, proporcionando-lhes com isso a divulgação do seu trabalho e a sua integração em circuitos expositivos transnacionais. Ao mesmo tempo, por cada dia de actividade, serão escolhidos os três melhores portfólios que irão ficar expostos até ao fim dos Encontros. Do conjunto dos seleccionados será premiado o Melhor Portfólio Emergentes 09 que será exposto na próxima edição dos Encontros de Imagem.
segunda-feira, 30 de Março de 2009
Intercâmbio artístico Lisboa-Budapeste
sábado, 28 de Março de 2009
Uma reflexão sobre a fotografia
quinta-feira, 19 de Março de 2009
Valentina 170167
Até ao próximo sábado, dia 21, está patente na Galeria Pente 10, em Lisboa, na Travessa da Fábrica dos Pentes, às Amoreiras, a exposição Valentina 170167. Para quem conhece desde há uns anos o trabalho de Manuel Luis Cochofel, sabe da sua procura constante, da sua pesquisa e experimentalismo, seja sob o ponto de vista técnico seja estético. Por isso não são de estranhar os caminhos seguidos, numa abordagem do retrato visto de duas formas distintas nos dois espaços expositivos da galeria. quarta-feira, 18 de Março de 2009
mALdiTAS (im)Perfeições

Fica em Lisboa, a loja de fotografia de João Sousa Valles. Até aqui nada de novo, ainda que o espaço seja sedutor para quem tem paixão pela fotografia, com material que nem sempre encontramos na maioria das lojas. Mas, mais importante, é o espaço que a loja tem na cave que é concedido a jovens artistas. Ali está patente mALdiTAS (im)Perfeições, uma exposição com algumas notas interessantes de quem ainda está fra dos circuitos expositivos.
sábado, 14 de Março de 2009
As fontes discretas

Os inúmeros mestrados e doutoramentos que se vão efectuando no campo da fotografia não chegam a ser fontes de conhecimento, porque se mantêm no grupo restrito da acção académica e raras vezes, muito raras vezes, as teses são publicadas. O que, no limitado panorama nacional da publicação fotográfica é mesmo um pecado.
quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
visionamento de portfólios
terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
Jesus Never Fails

Imagine um dia de sol, agradável, com uma temperatura adequada e imagine-se a passear à beira do rio Tejo. Pare ali pelas bandas do Museu da Electricidade, a velha Central Tejo, entre e aproveite para ver uma boa exposição de fotografia, um excelente complemento do seu passeio.
terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
Fogo Frio

Alexandra Lucas Coelho escreve que "não há um intruso nas fotografias de Duarte Belo. Ele vê como se ninguém estivesse a ver aquilo. Então é assim que as coisas são quando estão sozinhas. No vulcão dos Capelinhos as coisas estão antes de nós. O mar abriu um buraco negro e de repente coincidimos com uma paisagem que ainda não sabe da nossa existência. Dorsos altos com encostas cobertas de minerais, ocres, brancos, vermelhos, azuis. Ao meio dia, cega, de tanto brilho. Todos os dias o vento leva a sua parte. Nenhuma pergunta, nenhuma resposta. O lugar não fala e vai desaparecer. Então é assim que as coisas são quando estamos sozinhos".
sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Breves histórias da China

Breves histórias da China, assim se chama a exposição de Paula Melâneo, na Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa. É um registo intímista pela interpretação muito pessoal da luz (Para lá da luz), com recantos de um romantismo oriental (À espera), onde está presente o choque entre o passado e o presente/futuro (Cidades inconstantes). Há na exposição registos mais simples, por vezes demasiado simplistas sob o ponto de vista fotográfico (Fechado ou Desenho), mas também há momentos simplesmente fantásticos (Superfície ou Momento 1). Em Superfície a imagem das tubagens perde pela dimensão adoptada que, numa outra escala, assumiria uma modernidade que faria dela uma das imagens mais significativas da exposição.
quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Maio Claro - um ensaio ou uma revista de fotografia

No Centro Português de Fotografia, no sábado 31 de Janeiro, foi lançada com certo aparato a primeira revista de uma experiência, que se pretende anual, do Curso de Artes Visuais / Fotografia da Escola Superior Artística (ESAP), do Porto. De grande formato (28 x 45), recupera as actividades desenvolvidas em Maio de 2008, na I Semana de Fotografia da ESAP. Apesar de conter trabalhos do âmbito do cinema, design e desenho, domina a fotografia, em imagem e texto. É uma revista de artes visuais predominantemente fotográfica. O que é muito gratificante, nos tempos que correm.
quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Magnum Photos Events

Magnum Photos Events, assim se chama a informação disponibilizada pela Magnum. Com ela podemos saber em que projectos fotográficos estão envolvidos os fotógrafos da Magnum, a sua localização e calendarização, a sua abordagem estética, para além de uma exaustiva referência aos fotógrafos da agência e respectivos portfólios. É uma informação importante de seguir em http://events.magnumphotos.com/events
domingo, 1 de Fevereiro de 2009
Jornal de Letras
quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
O Livro Vermelho de um fotógrafo chinês

Vale a pena ver na Cadeia da Relação, no Porto, O Livro Vermelho de um fotógrafo chinês, de Li Zhensheng. A exposição é um autêntico livro de História do século XX, retratando uma realidade que marcou a vida de milhões de pessoas na China e fora dela. Bem apresentada, a exposição demonstra, nas diferentes salas em que se apresenta, uma arquitectura pensada e cuidada, à qual se juntam excelentes impressões fotográficas, em imagens de diferentes dimensões bem articuladas.
segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
MAIOCLARO - ver para além do imediato
segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Estágios, vamos ver
segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Reflexões amorais em torno de bone lonely
Considero, sempre considerei, Paulo Nozolino um dos maiores e mais legítimos fotógrafos contemporâneos. Nas suas imagens vi sempre atmosferas de anjo caído. E os anjos caídos, como sabemos, estão entre o bem e o mal e assim continuam porque definitivamente sós, sem um deus que os amercie.sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009
Pour Zarma, Changer à Babylone
Cinco fotógrafos escolheram cinco palavras. Depois propuseram a cinco escritores que escolhessem uma palavra e, a partir daí, elaborassem um texto onde não poderiam ser usadas as restantes vinte e quatro palavras. O projecto Pour Zarma, Changer à Babylone consiste na junção de textos e imagens pelo colectivo Odessa, fundado em 2002, em Toulouse e que se assume como um espaço de pesquisa, onde cada fotógrafo dá e recebe do colectivo, no sentido de desenvolver os seus projectos. No futuro, o colectivo Odessa prevê a continuação desta abordagem, ainda que cada projecto possa ser orientado por um director artístico diferente.
terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Açores profundos

Para quem gosta de livros, passar por Ponta Delgada e não ir à velha Livraria Gil é cometer um pecado grave. Foi lá que encontrei açores profundos, um livro de fotografia, talvez o melhor que vi em 2008 (ainda que a data de edição seja 2007), numa edição da Caixotim, com imagens do fotógrafo micaelense Paulo Monteiro e textos de Álamo de Oliveira e Madalena San-Bento.
segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
Searching

Veres em Ponta Delgada

Veres é o nome da exposição de fotografia patente no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, da autoria de António Ferreira Pacheco. Trata-se, como o catálogo indica, de uma exposição participante na organização sistemática de acervos fotográficos dos Açores, embrião de um Arquivo Regional de Fotografia.
domingo, 4 de Janeiro de 2009
Máquinas fotográficas
Está patente, em Angra do Heroísmo, uma exposição de máquinas e acessórios fotográficos pertencentes à Colecção de Ciência e Técnica do Museu de Angra do Heroísmo, tendo sido, na sua maior parte seleccionada a partir de dois espólios adquiridos pelo Museu, dos fotógrafos José Pessoa e Arnaldo Tristão Aguiar, mas onde também está presente uma interessante Kodak Century 7A que pertenceu ao fotógrafo José Rodrigues, estabelecido em Angra na primeira metade do século XX. A exposição é acompanhada por um catálogo de bom grafismo e muito bem executado sob os pontos de vista informativo e didáctico, que inclui, no seu final, um glossário, útil para o público visitante que necessite desse apoio técnico. Esta exposição, produzida pelo Museu de Angra do Heroísmo, pode ser vista até ao próximo dia 18 de Janeiro.
segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
Jorge Gomes da Silva
Faleceu Jorge Gomes da Silva, considerado o decano dos fotógrafos madeirenses. Dedicou-se desde sempre à fotografia, uma actividade iniciada por seu avô, Vicente Gomes da Silva (1827-1906), o que fez da Photographia Vicente, no Funchal, a mais antiga casa de fotografia em actividade em Portugal, sendo um dos raros estúdios do século XIX ainda hoje existentes no mundo. De tal forma é importante o seu espólio, que retrata a vida madeirense ao longo de mais de cento e cinquenta anos que, em 1979, o Governo Regional adquiriu o espaço, vindo a surgir o Museu Photographia Vicentes, em Março de 1982, dependente da Direcção Regional de Assuntos Culturais. O estúdio está hoje classificado como imóvel de valor cultural regional, possuindo o Museu no seu acervo inúmeros cenários, máquinas fotográficas, mobiliário de estúdio e mais de oitocentos mil negativos, datáveis entre 1876 e 1982. Recorde-se que a actividade fotográfica de Vicente Gomes da Silva teve início em 1856, após alguns anos de actividade como gravador. Refira-se ainda a tradição familiar da actividade, que rivalizava com outra família da ilha, os Perestrelos. Jorge Gomes da Silva assumiu a direcção da Photographia Vicente em 1960, sendo considerado um exímio técnico de retoque.domingo, 21 de Dezembro de 2008
Prémio UNICEF - Alice Smeets

Marilyn Monroe

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Transições

domingo, 14 de Dezembro de 2008
Espólio Fotográfico Português


sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
Jorge Molder deixa o Centro de Arte Moderna
quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Mark Ruwedel

A linguagem da fotografia
terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Presença na Ausência ou os cenários de afectos de Rita Barros
Há espaços que dá prazer visitar. Estou a falar da Pente 10, uma galeria vocacionada para a fotografia, situada num lindíssimo pedaço de Lisboa que parece ter sido arrancado ao passado, onde a presença do jardim e do aqueduto, quando não mesmo o nome da própria rua, marcam profundamente a ambiência do local. É surpreendente a vitalidade desta galeria e a diversidade de propostas que nos tem apresentado em matéria de fotografia. Acresce a atenção para com o visitante e o cuidado com o acervo fotográfico, factos que pudemos observar enquanto visitantes.segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
O Presente: Uma Dimensão Infinita


quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Gulbenkian no Flickr
A Fundação Calouste Gulbenkian foi a entidade cultural portuguesa mais falada na blogosfera devido à divulgação das suas colecções de fotografia no Flickr.